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25.3.10

# 208 welcome back

Depois de tanto tempo, cá estou novamente. Não é por desdém à rede mundial de computadores, a internet, mas sim porque com uma filhota em casa as prioridades mudam e a noção de tempo-espaço também. Mas nada que preocupe. Apenas a vida, que segue por caminhos sempre muito interessantes.

15.12.09

# 203 Esperando Luiza

Pois é, os bebês são assim. Eles têm seu tempo para nascer. Não adianta você querer um dia, uma hora, que eles é que decidem. E mesmo quando começam as contrações, o tempo parece que se estende entre uma e outra. Mas vai terminar logo.

30.6.09

# 177 Férias, finalmente!

Ah, como é bom não ter nada para fazer. Férias do trabalho, férias do mestrado. É até sufocante tanto tempo livre, que você pensa em milhares de coisas para fazer. Arrumar a casa, fazer aquele jantar, viajar todo fim de semana, rearrumar seus CDs, a lista é enorme. Mas principalmente dormir até mais tarde, que é a coisa mais gostosa do mundo. Deixa eu aproveitar que um mês passa logo.

18.6.09

# 172 Jornalista, afinal!

Ótima notícia ontem. Finalmente o STJ votou pelo fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista. As opiniões são controversas, mas este artigo está muito bem embasado, levantando não mais a questão da obrigatoriedade, que acabou e não existe mais recurso, mas sim a modernização das relações entre patrões, empregados e sindicatos que, segundo a autora, ainda estão no século XIX. Aqui temos uma pesquisa sobre a exigência do diploma no mundo, feita por um jornalista diplomado. Comparem os países que exigem e a qualidade do jornalismo praticado, e tirem suas conclusões. O mais importante é que agora eu posso dizer em alto e bom som: SIM, SOU JORNALISTA!

5.6.09

# 169 Quero ser presidente


E viver como Berlusconi, na Sardenha, rodeado de mulheres nuas. Isso sim é vida. Deu na Falha, e o El País tem mais fotos.

19.5.09

# 162 Trabalhando a transparência

Depois de um longo sumiço, estou de volta com um novo conceito: trabalhando a transparência. E o que é trabalhar a transparência? É o mais abrangente conceito já inventado pelo homem. Com ele, cabaram-se os problemas de deixar de falar o que pensa, guardar para si uma opinião, falar algo enquanto pensa outra coisa. De agora em diante, transparência total. Faz bem pra pele, pra saúde, para o bem-estar. Tente. Você se tornará outra pessoa.

15.4.09

# 156 Bombom do preto velho

Given the right chance women are capable of anything
(dando oportunidades adequadas, as mulheres podem fazer de tudo)

9.4.09

# 153 Corno aos 12 anos


O rapaz que ficou famoso por se ter tornado pai aos 12 anos, no Reino Unido, afinal não é o progenitor. De acordo com o jornal inglês "Mirror", Alfie Patten, que agora tem 13 anos, fez um teste de ADN, depois de outros seis rapazes terem garantido ter tido relações sexuais com a mãe da criança, Chantelle Stedman.

O teste revela que Alfie Patten não é o pai da recém-nascida Maisie Roxanne. O resultado do exame foi devastador para o jovem que diz que «adora» a pequena Maisie. O rapaz ficou convencido que era o pai do bebé depois de ter tido uma relação sexual desprotegida com Chantelle. A mãe da criança ficou grávida com 14 anos, porque se esqueceu de tomar uma pílula contraceptiva.

Fonte: Vulcão Ativo

6.2.09

# 144 Resolver os problemas do mundo é coisa de vagabundo

Tô cansado de consultorias que usam a desculpa da pretensa crise mundial para cortarem 25% do seu salário. Se eu falar mais que isso vou mandar todo mundo praquele lugar.

30.1.09

# 140 Equação para uma vida fácil


(simplicidade + sinceridade) x sempre = felicidade


E quem disser que precisa mais que isso, está mentindo.

27.1.09

26.1.09

# 138 Odeio gente burra

Este post era para falar sobre um fato pontual ocorrido hoje comigo numa lan house, um japonês nerd retardado, que possivelmente não tem condições nem de escrever uma carta. Eu devia ter desconfiado quando a pessoa antes de mim perguntou o telefone da lan house e ele teve que ir lá dentro perguntar para alguém, mas mesmo assim insisti. E acabei me fodendo, já que precisava imprimir um cheque, perguntei pra ele se havia alguma impressão na fila e ele disse não, e quando o cheque saiu da impressora, estava com um lindo texto impresso nele, não o que eu queria, óbvio, o que me fará ter que ir na empresa que me passou o cheque trocá-lo.

Mas eu acho que vou fazer deste um protesto contra a burrice humana. Odeio qualquer tipo de burrice, qualquer tipo de pessoa que não consegue coordenar os próprios pensamentos, pessoas que não têm bom senso, vegetais que não sabem formular uma frase com sujeito e predicado. É por conta deles que a humanidade vai pro buraco.

13.1.09

# 132 Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah

4.1.09

# 129 Aqui jaz Jack


Eu passei anos sem óculos escuros com grau. Nem me lembro mais quando tive o último. Pelas minhas contas, comparando com ex-namoradas, faz mais de dez anos. Lembro perfeitamente o dia que o perdi. Estava na praia e resolvi dar uma entradinha no mar. Achei uma bobagem tirar os óculos, já que queria curtir o visual. Quando estava lá no fundão, veio de repente uma grande onda, que me deu um caldo enorme. Quando levantei, cadê os óculos? Nem tentei procurar, pois o que o mar leva, dificilmente volta. Saí da água com cara de tacho, e nunca mais tive óculos escuros.

Pois bem. Ano passado resolvi comprar um, pois dirigir (e principalmente ir à praia) sem óculos é um sufoco. Comprei um na Triton e acabei enrolando para colocar as lentes de grau. Como bom brasileiro, deixei para a última hora. Já que ia viajar dia 22, por que não levar uma semana antes para colocar a lente? Mas tudo deu certo (ou quase, mas isso é outra história) e peguei no dia 26, um dia antes de ir para Floripa.

Todo feliz, dirigi sete horas com a consciência que era maravilhoso ter óculos escuros de grau novamente. Chegando lá, praia direto, mas nada de entrar no mar com ele. Três dias depois, estou na pousada com os óculos, e quando vou tirá-lo do rosto, a armação simplesmente quebra. Simples assim. Que armaçãozinha de merda. Ou será que ele não havia sido feito para ficar no sol? Três dias e já quebrou. Agora mais alguns anos para comprar outro, de preferência de armação de kevlar, resistente à tudo. Ou então procurar uma armação que caiba na lente que fiz, afinal gastei uma grana, perdida em três míseros dias
. Alegria de pobre dura pouco mesmo.

19.12.08

# 127 croniquetas engraçadinhas

Caros,

como a partir de sábado e até o dia 5 de janeiro possivelmente estarei off line, deixo aqui parcas linhas, uma pequena polaroid reveillonística. Enjoy e boas festas!

Dezembro é mesmo o mês da festa, e são tantas que não conseguiremos comparecer em todas. Além disso, temos ainda que peregrinar para o muro das lamentações shoppínicas, coisa que ainda não fiz, mas pretendo até sexta, pois sábado a Madonna, não a de Munch com sua moldura de espermatozóides, vai preencher minha vã mente, teletransportando-me (juntamente com a minha princesa consorte) para um plano hedonista, onde o fluxo sonoro-visual será uma constante por dois dias, finalizando no domingo à noite, mais precisamente possivelmente nas primeiras horas de segunda.

Daí é só outra viagem estelar para Black Stream, onde pretendo passar a natividade entre os meus (os teus e os vossos ficarão para outra oportunidade). Tal Coluna Prestes do século 21 continuará depois que o último pedaço de tender com abacaxi for sorvido pelo cachorro da minha prima (são três, na verdade, o que demanda um senhor tender gigante), quando retornaremos à finada cidade-garoa para uma pequena parada para alimentar as possivelmente sedentas plantas de casa, ponto no qual zarparemos rumo ao sul em direção à aurora austral patagônica, espetáculo que infelizmente não presenciaremos, pois pararemos na deliciosa ilha de Florianópolis, sem antes passar pelas paisagens sub-aquáticas do lindo estado, e torcendo para que as barreiras terrestres tenham sido dizimadas, ou necessitaremos de diversos carros de bombeiro.

Pedi para Papai Noel este ano um ménage a quatre com Bjork, PJ Harvey e Tori Amos, mas infelizmente o bom velhinho me disse que eu não havia sido um bom menino nos últimos setecentos anos, e que tal regalia não me seria oferecida, eu que me contentasse com uma nova camiseta Hering preta. Ah, por que fui jogar aquele gato de cima da escada? Se eu soubesse dos desdobramentos tempo-espaciais...

No mais, deixo vocês em companhia de um refastelador texto de Andre Breton, que ilustra muito bem este tempo natalino:

"Cada dia nos traz, na ordem da confiança e da esperança depositadas, com raras exceções, generosamente demais nos seres, uma decepção nova que é preciso ter a coragem de admitir, ainda que fosse - por medida de higiene mental - para debitá-la na conta horrivelmente devedora da vida. Não tinha liberdade Duchamp de abandonar a partida que jogava, à vizinhança da guerra, por uma partida interminável de xadrez, que talvez dê uma idéia curiosa de uma inteligência contrária a servir mas também - sempre esse execrável Harrar - parecendo pesadamente afetada de ceticismo, na medida que se recusa a dizer por quê. Ainda menos convém perdoarmos ao sr. Ribemont-Dessaignes dar como sequência ao Imperador da China uma série de odiosos romancinhos de tipo policial, mesmo assinados: Dessaignes, nas quais ordinárias publicações cinematográficas. Inquieta-me, enfim, pensar que Picabia poderia estar em dias de renunciar a uma atitude de provação e raiva quase puras, que às vezes achamos difícil conciliar com a nossa, mas que, pelo menos em poesia e em pintura, sempre nos pareceu defender-se admiravelmente: "Aplicar-se a seu trabalho, trazer aí o ofício sublime, aristocrático, que nunca impediu a inspiração poética, e que, só ele, permite a uma obra atravessar os séculos e permanecer jovem... é preciso prestar atenção... é preciso cerrar fileiras e não querer agir sem lealdade entre conscienciosos... é preciso favorecer o desabrochar do ideal", etc. Até com pena da Bifur, onde estas linhas foram publicadas, quem fala assim é o Picabia que conhecemos?"

besos

nico