Muitos amigos me perguntam de onde eu tiro meus nicks do MSN. Eu sei lá... Vai do dia, do que acontece, do meu humor, mil coisas. Como as pessoas ficam curiosas em saber como eu "me chamo" hoje, resolvi fazer um blog para explicar cada escolha. E 1000nicks me pareceu um bom nome, uma marca a ser atingida. Depois vira livro, best seller, filme, CD... ou não, como diria Caê!
No dia seguinte, acordei no Rio de Janeiro, peguei um avião na hora do almoço e fui direto pro meu apartamento. Afinal, à noite teria outro show do Kraftwerk, desta vez na minha cidade, no Jóquei Clube. Já passada a euforia do primeiro, neste eu peguei minha bicicleta recém-adquirida e fui rodar por aí... Claro que foi fenomenal, novamente. O melhor é que desta vez eu estava com todos os meus amigos, que de tanto eu falar já deviam estar de saco cheio. Mas todos ficaram chapados com o espetáculo de som e imagem. Inesquecível.
... eu estava no Rio de Janeiro para ver, pela segunda vez, o Kraftwerk. Já havia visto a banda antes, em 1997, no Tribal Gathering. Pela primeira vez no Brasil, eles tocaram no Free Jazz Festival, no Museu de Arte Moderna. Foi fantástico, pois tinha credencial de imprensa, o que permitiu que eu entrasse à tarde para ver a passagem de som. Nunca me esquecerei dos quatro com suas maquininhas, sentados na beira do palco e tocando Pocket Calculator, balançando as pernas ao ritmo da música. Muito diferente do ar frio que eles sempre passaram. Florian Schneider, então, era só sorrisos, cantava cada gatinha que passava na frente dele, o próprio tiozinho safado. Esperando o começo do show, estava tomando uma cerveja, quando chegam Florian, Henning e Fritz e pedem cafés ao meu lado. Saquei meus CDs e pedi autógrafos. Minha "conversa" com Florian foi praticamente um monólogo. Neste momento, a repórter do Multishow veio pedir uma entrevista com ele. Eu já havia prevenido a Renatinha que ele não fala, mas como ela é bonita, o cara aceitou. O resultado é clássico:
Hoje estou nostálgico. E acabei me lembrando da lendária Jennifer Kaye Ringley, a nossa velha conhecida Jenni, que em 1996 colocou uma webcam no seu quarto e passou a transmitir sua vida pela web. Se não me falha a memória, foi a primeira a fazer isso. Não tinha nada de mais. Apenas uma câmera ligada o tempo todo, isso ainda no tempo da linha discada. Claro, vira e mexe dava pra ver a Jenni trocando de roupa e até transando, mas acho que o conceito era mais que isso. Ela desligou definitivamente sua câmera em 2003. De qualquer forma, um clássico da web, merecedora do post número 100.
Depois de diversas reclamações, vou corrigir. Essa foi sugestão das minhas duas queridas Fernandas: Ferdi Henriques e Fernanda Castelo Branco. Ferdi me sugeriu logo no começo, mas diferentemente do que ela acha, eu presto atenção no que ela fala. Eu só esqueço... hehehe. A outra Fernanda me sugeriu na sexta. Por que não fazer um jogo de palavras com nick e nico? Adotei no título do blog: 1000 nick(o)s. A URL continua a mesma, claro. E não foi por falta de opção não. Como mudei o título, resolvi dar uma satisfação...